A subir uma rua ao lado do Rossio, uma criatura leva a bicicleta pelas mãos e segue-nos. Agressivo, mas sem se perceber muito bem o que quer; oferece-nos tudo:
– queres comprar um telemóvel?
– queres comprar uns óculos de sol novos?
– gostas de gajos? onde é que sais à noite? ouvi dizer que tás sempre naquele sítio dos paneleiros
– queres comprar um jogo da Playstation?
– não gostas de ciganos?
– não gostas do Quaresma?
Até que passamos em frente a uma esquadra, ele cumprimenta o polícia como se estivesse a gozar com ele, pega na bicicleta e vai-se embora. Trazia uma t-shirt do Bruce Lee.
31 de agosto de 2005
Cigano
posto pelo Alexandre às 16:28 0 comentários
Lisboa
Sempre em férias, uns dias a ver a capital. Há muito tempo que não lá ia, e agora descobri uma série de coisas: a luz cortante, os recantos pitorescos por todo o lado, a quantidade enorme de jardins-miradouro - como em Roma, a outra cidade das sete colinas. A cidade contempla-se a si mesma do alto da Graça, do Adamastor, do Castelo. E com gozo, porque é mesmo bonita.
posto pelo Alexandre às 16:09 0 comentários
24 de agosto de 2005
22 de agosto de 2005
19 de agosto de 2005
18 de agosto de 2005
13 de agosto de 2005
o ar condicionado
e a atmosfera tipica de um novaiorquer. Fora esta um calor tropical (humidade ao maximo, temperaturas desumanas), dentro um frio glacial e seco. E tudo isto muda em segundos. Da rua para o museu, do museu para a esplanada, da esplanada para o taxi. E o metro....as carruagens tem todas o AC a bombar ao maximo. Mas as estacoes nem ve-lo. As carruagens bombam o ar frio para dentro e o quente para fora, i.e. para dentro das estacoes, onde esta MUITO mais quente que la fora. E uma experiencia surreal, esperar quinze minutos numa especie de banho turco e quando la vem o comboio entrar para um frigorifico. Depois sair e repetir tudo.
E o que espanta e o civismo e a simpatia no meio deste caos. E a comida tambem nao e nada ma (mas paga-se bem).
posto pelo Alexandre às 04:37 0 comentários
11 de agosto de 2005
ai mae
Ny esta cheia de gays. A pinha, mais propriamente, e todos com o mesmo estilo jovem fragil e imberbe. As noites tem sido do melhor. Ontem, por sugestao do meu excelentissimo irmao, fomos a uma festa brutal em que desfilavam diante dos nossos olhos todo o tipo de seres decadentes, dos mais variados sexos. Com um travesti gordo de peruca enorme a cantar o we dont need another hero, e uma stipper com umas fitinhas nas mamas a rodopiar. A ida para casa, numa varanda no primeiro andar, uma gaja nua, em frente a rua toda(!!!!) e com o namorado. OK, ja se anteve a coisa - sociedade ocidental hedonista, que vive sem responsabilidade mas que depois na vida real e toda certinha (toda a gente e cordial por aqui).
Pois e vou mesmo ficar nesta cidade por um ano ou dois...
posto pelo Alexandre às 17:20 2 comentários
9 de agosto de 2005
demais
postar da loja da Apple. Tem os computadores todos disponiveis para utilizar, ninguem faz perguntas nem chateia. Ontem fomos ao Tonic, e apanhamos uma grande banhada de concerto (o tipico ruido experimentalista). Mas antes deu para jantar num restaurante mais ou menos italiano tipo-sopranos, e anteontem num vietnamita. amanha festa- live the decadence ou qualquer coisa desse genero, e no fim de semana John Zorn Improv Party (abriu um novo spot aqui na cidade, o Knitting Factory ja n tem nada de jeito...)
posto pelo Alexandre às 21:54 1 comentários
ja agora
Estamos de ferias em NY, depois um pouco por todo Portugal. Espero conseguir publicar fotos. Beijos e abracos p todos!
posto pelo Alexandre às 15:49 0 comentários
3 de agosto de 2005
Paz à sua alma
Morreu o Jaquinzinhos. Era um dos melhores; tudo bem que às vezes as fotos eram um bocadinho a armar ao cagalhao, mas nem por isso deixavam de ser boas. E as fotos eram a ultima razao porque la' ia sempre - era a escrita inteligente, com uma optima mistura de cinismo ingles e porreirismo zé portuga, e ainda por cima e muito importante hoje em dia, liberal sem precisar de se colar à direita, como infelizmente acontece de vez em quando nos do lado...
posto pelo Alexandre às 11:53 1 comentários
29 de julho de 2005
Daqui a pouco vou embora
e com sorte este pasquim vai passar a ser escrito da outra terra do liberalismo, NY! Para ja' sao so' férias, mas se der... E depois, so' ai' é que se fazem destas coisas.
posto pelo Alexandre às 10:13 1 comentários
mais um
Este aqui, que nao faço a minima ideia de onde é que me viu. Mas obrigado, especialmente por incluir aqui a Santa. E grandes fotos, especialmente.
posto pelo Alexandre às 10:09 0 comentários
27 de julho de 2005
23 de julho de 2005
num escritório perto de si
[A e B discutem um projecto. A é o chefe, B o empregado. C é o outro empregado que chega nesse momento. D é o outro chefe]
C - A, importa-se de assinar com o nome do cliente? [o cliente está noutro pais, e é preciso assinar um documento para lhe ligarem a luz em casa. Mas como não há tempo para lhe dar o documento, tem que se falsificar a assinatura]
A - hmmmm... mas como é que é a assinatura dele?
C - Espere aí que já lhe mostro...[procura num monte de papeis] Ah! aqui está, este documento tem uma assinatura.
A - hmmmm... está bem, queres fazer isso, B?
B - Eu não, não tenho jeito nenhum para imitar assinaturas!
A - va bene, va bene...[assina]
...
passam 5 minutos. C volta.
...
C - Desculpe A, mas vou ter que lhe imprimir outra vez o documento para assinar. É que temos que juntar um outro documento que devia ter sido assinado pelo cliente. Mas é um original e já foi assinado pelo D, sem imitar a assinatura como devia!
A - E agora?
C - Agora vai ter que imitar a assinatura falsa do D, porque ele também não está no escritório!
[B ouve, ri, e escreve para mais tarde recordar!]
posto pelo Alexandre às 20:43 3 comentários
22 de julho de 2005

Piazza S. Ignazio (a Igreja ve-se no canto superior esquerdo, é uma das fachadas mais altas de Roma). A praça é uma obra-prima do barroco popular, de Raguzzini.
posto pelo Alexandre às 18:56 0 comentários
18 de julho de 2005
romanidade labrega
Il cetriolo va sempre in cullo al contadino
Ou
O pepino vai sempre ao "cullo" do agricultor.
Ou, na Guarda,
Quem de mel se faz, as abelhas o comem.
Usa-se para aquelas pessoas que estao sempre disponiveis, nunca dizem que nao, fazem sempre horas extraordinarias, etc e cujos patroes, em vez de se mostrarem reconhecidos e as recompensarem, fazem trabalhar ainda mais, therefore o pepino que vai ao rabo de quem o plantou. Quanto mais se ajuda, mais se é "incullato". Acho que este é um problema da Humanidade em geral, mas certamente se faz sentir com força por estas terras meio selvagens.
posto pelo Alexandre às 17:56 4 comentários
posto pelo Alexandre às 17:54 0 comentários
15 de julho de 2005
Sobre trabalhar num escritório de arquitectura - 2:
Outra faceta da vida de estagiário é a de ser confrontado todos os dias com o chamado (no Porto, e por um muito competente professor de construção) “trabalho de broche”. Isto é, 99% do nosso tempo de trabalho é passado não a imaginar maravilhosas estruturas, espaços fascinantes e pormenores construtivos de revista, mas sim a corrigir desenhos e a paginar folhas (quando não a cortar e dobrá-las). Ou seja, trabalho de desenhador, em que a parte de “arquitecto” se resume a decifrar os “esquiços” do chefe (ou seja, gatafunhos em cima de folhas imprimidas) ou, pior ainda, a tentar fazer com que aquilo que funcionava perfeitamente no “esquiço” passe a funcionar também na realidade – do tipo apartamentos de 40 m2 com espaço suficiente para quarto, sala, cozinha e casa de banho utilizáveis, separados e com áreas decentes.
Mas o pior é quando se tem que usar desenhos começados por outras pessoas. No projecto que estou a fazer agora, os ficheiros iniciais tinham não menos de 107 (!) layers, linhas sobrepostas todas só um bocadinho tortas (o suficiente para chatear muito) e uma estrutura toda só um bocadinho não modular, i.e. nenhum pilar tinha a mesma distância do outro. Um caos. Acabámos por decidir fazer tudo do zero. Assim, aquilo que estou a tentar aprender nesta fase da vida é:
Gostava de apelar a todos os jovens (e velhos) explorados como eu para que contribuam aqui com ideias que nos deem tempo para produzir mais, e assim poder passar mais tempo no café, ou no aperitivo como aqui. A minha primeira lista:
2. reduzir ao mínimo o número de ficheiros. Ter uma só planta para cada piso, e usá-la como referência. No mesmo ficheiro, paginar os vários layouts desde o início para poupar tempo de impressão (isto só é possível com o Autocad, e por isso é que é o meu programa preferido). O rótulo e moldura devem fazer parte do layout, o resto são viewports nas várias escalas.
3. muito boa gente põe-se a fazer contas para ajustar a escala de impressão. (No Portoghesi havia tabelas enormes por todo o lado, que eu nunca percebi). Isso é uma perda de tempo e uma dor de cabeça – ou seja junta-se o inútil ao desagradável. Basta escrever, no Page Setup, 1000mm = 1 drawing units, quando se trabalha em metros, e depois em cada viewport escrever a escala do desenho: 1/200, 1/50, etc. Simples!
4. reduzir ao mínimo o número de blocos, e NUNCA usar blocos já feitos sem primeiro os explodir, limpar os layers e ajustá-los aos nossos (depois criam-se layers que não se sabe de onde vêm e que é impossível apagar).
5. Já agora, os nomes dos layers _EM MAIÚSCULA e com um underscore antes. A maiúscula ajuda a vê-los mais depressa, o underscore a pô-los todos juntos e ao início da lista quando se importa outro desenho (isto para os típicos ficheiros das câmaras municipais que vêm com milhares de layers)
6. Como dizia o Davide: “a pior coisa que se pode fazer é fazer a mesma coisa duas vezes”. Ter sempre uma pasta para os ficheiros desactualizados, e dar-lhes o nome com a data, do seguinte modo: [nome do ficheiro][ano][mês][dia]. Exemplo: PROJEXEC_050629. Deste modo os ficheiros ficam ordenados alfabeticamente, primeiro por tipo de desenho e depois por data (por isso o formato ano/mês/dia). Para modificações durante o mesmo dia, escrever A, B, C, e por aí adiante a seguir à data.
Ok, para já é tudo. Para a próxima ponho a lista de layers que usamos aqui (de qualquer maneira fui eu que a desenvolvi) e a maneira de organizar as pastas sem cair numa burocratização excessiva – ou como o excesso de organização leva a que se perca ainda mais tempo. Sugestões aceitam-se, como já ficou dito.
posto pelo Alexandre às 09:24 4 comentários





